03 dezembro 2007

Fomos à caça em Belas

A concentração foi em frente a uma pastelaria local, juntaram-se aos Trincas Pedras (Férias, Boss, Ramos e Brother) dois atletas do ginásio do Boss, como não decorei os seus nomes irei referir-me a eles da forma mais simples que encontrei, o vermelho e o azul.
Estes dois atletas são grandes aficionados do BTT, vestidos a rigor para andar nos trilhos prontificaram-se a apresentar as suas máquinas. O lojista que lhes vendeu as bikes deve ter ficado radiante pois de uma assentada impingiu (leia-se vendeu) duas Specialized Stumpjumper. Compararam-se suspensões, desviadores, selins e até pernas enfim, o costume, depois foi a vez das habituais desculpas para um eventual fracasso “ah e tal dormi pouco”, “estou a tomar antibiótico” e o cliché “está muito frio”.

Finalmente íamos entrar nos trilhos, todos em filinha indiana atrás do Boss pois era ele que ia lendo o percurso no seu hiper-super-mega GPS – volta Paulo, volta. O GPS, curiosamente, desviava-se sempre das descidas mais divertidas e levava-nos frequentemente por subidas de pedra solta, um mimo para o Tiago. Parece-me que o Boss anda a fazer de propósito para o Tiago pedir uma bike nova ao Pai Natal, os primeiros kilómetros rolamos quase sempre em cima de pedra. Para dar algum descanso ao Tiago emprestei-lhe a minha bike, isto é que é ser amigo.


Numa descida bem divertida o impensável aconteceu, decifrem a mensagem:

GPS, perdemos, Boss

Eu explico, ao contrário do esperado, não nos perdemos tantas vezes quanto isso, tenho de reconhecer que o Boss anda a fazer os trabalhos de casa mas, como o tempo não dá para tudo, ou se lê o manual de utilização ou se trata do GPS propriamente dito. O parafuso de fixação ficou por apertar e em pânico, sim tinha cara de pânico, o gritou “perdi o GPS”. Por momentos associei a frase a uma dislexia passageira e pensei “estamos completamente perdidos”, quando o vejo a subir que nem um louco a olhar para as bermas percebi o que tinha acontecido.
Iniciamos as buscas, uns a olhar para um lado outros para o outro, meia-hora e nada, o João pálido ouvia os comentários animadores da malta, “ à velocidade que vínhamos é impossível encontrá-lo” quando de repente o Luís pergunta é um “e-trex”. O João, qual criança, abraçou radiante o seu brinquedo e escapou-se a uma sova da mamã.

No Túnel de Belas entreguei-me às massagens em cima de uma bike cuja suspensão já morreu à muito, paz às suas molas! Á saída do Túnel a luz de esperança, o azul lançou furiosamente a bike para a berma, o Tiago incrédulo lançou-se a ela, era uma dádiva, o tipo deitara a bike fora….que desilusão era apenas um furo! Chamou-se então um engenheiro, um técnico, um assistente ( que emprestou a bomba), dois inspectores e um estagiário, colocou-se a bike em posição rodas para o ar e, ao fim de quinze minutos, a operação terminou com sucesso não deixando quaisquer sequelas na Stumper.

Mais umas subidas de pedra, sempre ao som do desabafo do guerreiro vermelho que utiliza uma técnica curiosa. Sempre que o terreno se inclina um pouco mais, este guerreiro solta uns sons intimidativos na esperança que o terreno se agache com medo, tal como o Brites fez com o cão na Arrábida.

O Luís ficou-se pelo km 15 pois o dever de recém pai obrigou a encurtar a volta, perdeu sem dúvida os melhores trilhos da volta. Finalmente pude comprovar a eficácia da FS e dos 140mm, single-tracks rápidos com muita pedra, descidas rápidas e técnicas, lama, areia e até uma pista de freeride trincamos de tudo.

Num trilho largo uma silva esticou o braço assustando o azul, que ao tentar corrigir a trajectória se estatelou no chão depois de fazer 1.5m de marcha-atrás. A partir daí foi com certeza uma tortura, aos 58 anos e depois de duas quedas consecutivas a vontade de fazer BTT roça a definição de loucura.

Seguimos por trilhos variados até chegarmos a um muito engraçado, single-track pedregoso num túnel de vegetação serrada, era tão engraçado que estava guardado por dois tipos de espingarda em riste e uma matilha de cães. Como o vermelho gasta os gritos a subir e o Brites foi para outras paragens, não nos restou outra coisa senão chamar o Bobby com carinho, escusado, quanto mais chamava-mos, mais o animal fugia, avançamos ignorando-o até que se esquivou por entre a vegetação.

Para acabar mais uma subida em pedra solta que nos levou até um point não assinalado no GPS, uma mangueira catita para tirar a lama da bicicleta. No fim tive de recuperar calorias com doce da zona.

Boas trincadelas…

8 comentários:

Pirex disse...

Mais uma grande crónica,

Quando é que voçês vem experimentar os trilhos da minha terra? Quem vai a belas faz mais 15 minutos de carro. Até parece que vivo em trás-os-montes....

Abraço

Pirex

João Tremoceiro disse...

Estas crónicas estão imparáveis.
Só para esclarecer: o Azul era o Luís e o vermelho o Rui. Já falei com eles hoje, está tudo recuperado e ponto para outra.

Quanto à volta do Pirex. É marcar o dia, hora e local.

Parabéns Hugo (desta vez não tens a réplica do outro artista, o TrincaDoc).

PLnauta disse...

ahahahahahahaha

o chefe adicionou mais uma para ficar na história. EU já me perdi, mas perder o GPS ... vai lá vai.

Ficaram todos sem saber onde estava. Perdidos em belas .... parece um episódio dos perdidos. só falta o titulo:

1.O boss perdeu tudo e todos;
2. Perdidos por um gps, perdidos pelos fofos;
3. A falta que um gps faz;

Se me dissessem que haviam fofos eu tinha ido. a sério .

ihihihi
o chefe perdeu-se.

A próxima saida dos trincapedras passa a designar-se.

João Tremoceiro disse...

É só para te ver feliz ....para ver se da próxima vez não te baldas.

Brites disse...

É o que faz confiarem nas novas tecnologias... Nada como um bom sentido de orientação e um susto num cão para encontrar de novo o trilho para casa! LOL!

Este fds andei por Torres Novas... ou melhor, arrastei-me por Torres Novas! É que andar com aqueles malukos, faz-me sentir que estou mesmo em baixo de forma! Era sempre o último a chegar ao topo das subidas... Mas para vingança, era o primeiro a chegar ao final das descidas. LOL!

Temos de combinar uma visita à Serra D'Aire! Tenho a certeza que iam gostar! Especialmente o Hugo que vai ter oportunidade de testar seriamente a sua nova suspensão!

Por último, apenas para comentar o Post do Hugo que mais uma vez nos brinda com um grande relato de uma volta dos Trinca-Pedras e me deixa com pena de não ter participado também.

Um abraço,

Trinca-Tudo

CresceNet disse...

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Anónimo disse...

Olhá lá CresceNet, andas de bicla?
Não. Então DESAPARECE...MELGA ....

JT

Anónimo disse...

Se o "cara" anda na Cresce, como é que pode andar de bicicleta?!?! Quando muito anda de Triciclo... Vai pedalar cara... Tá ouvindo?

LB