17 dezembro 2007

Em terras da Beatriz Costa…

As previsões meteorológicas apontavam para temperaturas baixas e, na “aldeia” do Pirex, a palavra frio é para ser levada mesmo a sério. A “aldeia” fica a 15 minutos de Lisboa, na zona de Cabeço de Montachique e Milharado, é bem portuguesa mas pertenceu a uma Galega, uma tal de Póvoa.
O GPS do João não funciona com temperaturas baixas e, por isso, os Trinca de lá vieram receber os Trinca de cá à entrada da “aldeia”, estávamos ligeiramente atrasados.
O frio não desarmava, custava a respirar e, o facto de pedalarmos em cima de laje junto a uma vacaria não ajudava em nada. O Pires e o Alex impunham o ritmo lá na frente o que só piorava as coisas.
Percorridos os primeiros km em terrenos propícios ao btt chegou a altura de subir, subir, subir. Ainda agora tínhamos começado e já estava de rastos, o Boss lá arranjou um problema técnico no selim para podermos descansar, que alivio.

Neste ponto podia observar-se a paisagem da região. Composta por vários cabeços, cada qual com o seu nome, esta zona é propícia à instalação de moinhos. Outrora o vento fazia girar as velas de dezenas de moinhos, esse movimento era aproveitado para moer farinha, hoje em dia produz-se energia, evolução dos tempos e das necessidades do Homem. É certo que estas pás causam grande impacto visual na paisagem e não caíram na graça de todos mas, aquando da instalação dos moinhos de vento, a reacção deve ter sido a mesma.
O azul e o vermelho (não interpretem mal e considerem-se baptizados) estavam a gostar e, mais do que isso, cheios de confiança a rolar, com energia a subir e comedidos a descer e sem quedas. É verdade, houve descidas e, o Nuno, fazia questão de me avisar sempre. A primeira era bem engraçada, rápida e com pedra terminava num riacho de resíduos de um matadouro. O João, um dos anfitriões, era a roda do Manel que estreou a sua EX8, e que bem que se portou!

Subimos a um miradouro onde nos esperava um cuidado moinho, mesas de granito para piqueniques e os vestígios de noites bem passadas a observar a paisagem da região. Tirou-se a foto do dia, prepararam-se as montadas e toca a descer, 100m muito técnicos levaram-nos a uma bifurcação onde o Pirex nos tentou convencer que o devíamos seguir e subir por uma lado quase inacessível apesar de termos outra hipótese bem mais fácil. Quem o seguiu?
O Nuno que também conhece a região, o vermelho que foi enganado e o Alex que tem pernas que nunca mais acaba. Ninguém conseguiu vencer a inclinação montado mas, o Alex, ainda tentou três ou quatro vezes. Isso é que é teimosia!!!!!
A região tem trilhos muito variados satisfazendo todo o tipo de praticante, um dos meus preferidos foi uma descida (claro) muito rápida e com curvas apertadas em que a certa altura tínhamos de passar rente a uma árvore para conseguir apanhar o trilho numa cota ligeiramente acima descendo depois aos S até uma linha de água.

Por esta altura o Alex e o Pirex davam sinais de quebra, só pode ter sido essa a razão para os ter conseguido acompanhar nos últimos 12 km, ou então foi por esta parte da volta ter muita descida. Lembram-se daquela que acabava no espelho?

Para o final estava reservada a subida mais técnica da manhã, inclinação qb e pedra solta. O Pirex disse que nunca a tinha conseguido fazer. Ai mãe! O pessoal roeu-se todo para o envergonhar, tudo a pedalar em esforço, uns gritavam, outros bufavam, com mais ou menos custo todos venceram aquela subida...até o Pirex.! O que levou a sova maior foi o Manel que não conseguia mexer as pernas com tanta cãibra que tinha, até lhe chegaram a oferecer beliscões!!!

Fizemos mais uns km até chegarmos ao alcatrão e descontrair os músculos, estávamos de volta à Povoa da Galega, não ficamos para almoçar apesar de o piano grelhado ser uma maravilha. Há mais trilhos do que bttistas e por isso havemos de lá voltar.

Até lá…boas trincadelas!

3 comentários:

João Tremoceiro disse...

Foi assim mesmo. A volta foi muito boa e fiquei com muita vontade de voltar, com frio e tudo.

Pirex disse...

Mais um post fantastico. Boa volta, a malta portou-se muito bem e estamos prontos para vos mostrar mais da Povoa da Galega. Ainda não sei muito bem sacar as estatisticas do telefone, mas quando conseguir coloco aqui. Um abraço a todos.

PLnauta disse...

eu estou zangado. Mas já vos deixo as fotografias do buraco onde andei enfiado.

Paulo

ps. é mentira não estou nada zangado. Pelo texto já vi que andaram a celebrar e bem o centenário da Beatriz Costa.