14 maio 2013

Um passeio deslumbrante por terras de Idanha-a-Nova (2)

Depois da paragem prolongada em Proença-a-Velha, freguesia com muito património romano, e onde tivemos a oportunidade visitar o muito bem conservado Núcleo Museológico do Azeite, lá partimos em direcção a Monsanto, que seria a segunda aldeia histórica do dia. 

Pelas nossas contas deveríamos lá chegar por volta das 15h00, mas as nossas previsões viriam a revelar-se tão acertadas como as de Vítor Gaspar. Julgo que começamos a subir para Monsanto por volta das 16h30. 

Antes, fomos percorrendo trilhos e estradões rápidos, que iam atravessando paisagens muito bonitas. Supostamente, a cinco quilómetros de Monsanto, segundo as contas do Rui, parámos numa aldeia (julgo que Medelim) para o último reabastecimento antes de atacarmos a duríssima subida.

A partir daqui seguimos por um caminho pedestre, devidamente assinalado, que nos levou entre ruas estreitas e casas bem conservadas. Em pouco tempo já estávamos novamente em pleno campo, nos estradões que iriam começar a serpentear o sopé do maciço que sustenta a aldeia de Monsanto.

Ainda antes de chegarmos ao nosso destino, parámos num autêntico cenário de filme, que se parecia com aquelas imagens dos Alpes suíços ou do Tirol austríaco. Do lado esquerdo, havia uma quinta com animais e do lado direito um manto verdejante com árvores. As suficientes para criarem um ambiente idílico.

Prosseguimos viagem com Monsanto lá no alto à nossa espera. Após termos pedalado os cinco quilómetros mais longos de sempre, o grupo começou a alongar-se numa primeira subida por alcatrão, ainda antes de virarmos à direita e atacarmos o derradeiro caminho de pedra, estreito e muito íngreme.

Pela frente tínhamos um acumulado de cerca de 300/400 metros para se vencer numa distância relativamente curta, ou seja, com um desnível muito acentuado, e em condições difíceis. Rapidamente percebemos que ia ser uma subida com muitos solavancos.

Vencido este primeiro troço, que nos colocou já em Monsanto, ainda tivemos que subir uma "parede" pelo meio da aldeia até às escadaria do Castelo. Chegados lá cima, a conta-gotas, fomos tirando fotos de grupo com a ajuda de simpáticas senhoras que por ali andavam.

Reunido o grupo todo, foi tempo de descompressão e saborear um pouco da vista de Monsanto. Ainda houve tempo para nos sentarmos numa esplanada para umas bebidas frescas e gelados.

Já a fazer-se tarde, estava na altura de se iniciar a descida em direcção a Idanha-a-Velha, a terceira e última aldeia histórica do dia, antes de regressarmos ao parque de campismo. Mas mal sabíamos nós que ainda nos estava reservada uma aventura verdadeiramente bizarra (continua num post seguinte).

5 comentários:

Pirex disse...

Ta tudo assanhado à espera de mais :)
Olha vou publicar uma fotos para ligar ao texto :)

Tânia disse...

Boa reportagem!! Continua...

Férias disse...

Isto está tão bom como a volta. E chili, não há chili?!

Leonel Alegria disse...

Fantástico. Muito pormenor e bem descrito. Para mim, o Alex fica nomeado Trinca Redator :) Mas bem merece um bom post o excelente passeio que fizemos. Anseio pela descrição da verdadeira aventura final. Nunca iremos esquecer. Faltam as fotos a acompanhar.

Pirex disse...

Hum... massa...espirais...legumes e tomate... esquece lá o chili :)
Leonel, chegas tarde à conclusão sobre o redator.
O homem quando escreve é a sério eh eh eh, tens que ler os posts antigos escritos por ele.