07 abril 2008

Há dias que dá para tudo.

O grupo estava quase completo, para além dos habituais foram ainda o meu vizinho Nuno (Trinca Apalpadelas), o Rui (Trinca Vermelho) e o Luís (Trinca Azul), faltaram entre outros o Trinca Bep Bep que ficou a pintar o nosso logótipo e o Trinca Doctor que foi às orquídeas. Dos presentes quem foi rapidamente às urtigas foi o Luís que, para não atracar em cima do Rui, travou de tal maneira que se desequilibrou espetando o guiador nas costelas com tanta violência que quase perfurou as mesmas. Por sorte o Nuno este fim-de-semana não ficou a dormir e rapidamente tomou conta da ocorrência. Arregaçou as mangas e com o ar profissional que se reconhece a um especialista, começou a apalpar o Luis. Este mal podia reagir pois as dores eram muitas e para além das faces pálidas mal respirava. O Nuno mostrou que percebia do assunto, comparadas as arcadas pulmonares e ditas umas quantas piadas para elevar o ânimo, o Luís lá se levantou e seguiu pelo próprio pé até ao carro.

Uns metros antes já eu tinha experimentado a rigidez do solo de Belas, ignorando os avisos do Brites e embebido da adrenalina daquela descida trialeira, acabei por não me decidir em qual dos regos meter a roda e estatelei-me. Entreguei a minha menina às mãos sábias do Trinca Tuga que, com carinho e sensibilidade, pôs o desviador da frente no sítio de onde nunca deveria ter saído.

O Trinca Tudo guiou-nos por singletracks fantásticos até ao túnel de Belas. A travessia do túnel foi demorado pois o Vermelho perdeu uma lente dos óculos, quando saiu parecia o Camões montado numa bike, uma barrigada de riso….

Com tantos trilhos de pedra o Ramos acabou por furar, demoramos cerca de 20 minutos para trocar o pneu que teimava em não encaixar na delgada jante. O Boss, com o seu novo camuflado deu à bomba com mestria acabando por resolver o problema.
Seguimos no picanço com as motos e quads que por ali andavam até que nos desviamos por cima do aqueduto só para fazer inveja, o Gadget delirava com a sensação de pedalar a 2 metros de altura.

Mais uns singletracks lindos, pista de freeride, trilhos que pareciam carris, umas quantas subidas de pedra e o Nuno perguntavam: -”falta muito?”. O Brites com o seu ar descontraído aponta na direcção do carro dizendo “é um quarto de hora até ao carro”. Pois, quarto de hora dos dele e do Pirex, ainda subimos mais umas quantas vezes debaixo de um sol tórrido que deixou marcas faciais.

Para o fim mais um singletrack rápido e com pedra, 200m debaixo de vegetação com um aaaiiiiiiiii, gancho à direita que valeu uma queda aparatosa ao Vermelho e uma gargalhada geral. Com tanta vegetação ele escolheu a mais fofa e a que não picava. Isto é que é perícia!

Assim se passou uma manhã linda, divertida e em boa companhia lá para os lados de Belas

4 comentários:

Brites disse...

E fotos??? Cumé??? Alguém tem fotos que documentem a excelente descrição do Hugo?

Pirex disse...

so tenho filme. esta razoavel. Hugo, acabaste o relato muito depressa...
Já tinha saudades de andar com vocês e já agora aproveito para lembrar que temos que voltar a Broas e Cabrela.

Férias disse...

..e a Évora, a Idanha-a-Nova, Alvalade-Porto Covo, Minas de São Domingos, Óbidos- Mafra, ao Gerês...enfim tnato por descobrir. Ando com uma vontade de descobrir Portugal de bike!!!!

JT disse...

Vocês estão todos com uma pedalada. O nosso Férias continua imparável no seus relatos agora com o enquadramento dos videos do Pirex.