23 maio 2010

Alcainça, 23 de Maio

O JT lançou a proposta de revisitarmos alguns lugares já conhecidos. E para partida sugeriu a povoação de São Miguel de Alcainça. Ainda me perguntou se eu tinha sugestões para fazer. Mas a resposta foi “João a malta quer é ir”.
Lá aparecemos alguns Trincadores. O Nuno e a Filipa, o meu irmão, eu, o Zé e o Jorge, o JT e vejam só, o Paulo Lopes. Bem-vindo Paulo e acredita que gostávamos que viesses mais (até porque fiquei com a tua camisola no carro e só a levas de volta na próxima vez que vieres)
O dia que há semelhança dos últimos estava bastante soalheiro, prometia. Eu voltei a esquecer o protector solar e escaldei-me.
O que vale é que este grupinho foi daqueles em que se cumpriu com a hora de saída e às 08.10 estávamos a pedalar.
O JT guiou então a volta com recurso ao GPS e tentou ligar no Google Earth vários trilhos onde já tínhamos passado, tentando criar um novo círculo de trilhos na zona. Parte foi realizada na volta da Fexpo Malveira de 2008. Outra parte numa volta de Cheleiros e outra de Belas. Passamos pela Aldeia da Mata Pequena, Estivemos perto do Lexim, fomos a Montelavar, Pêro Pinheiro, Maceira, Negrais, Santo Estêvão das Galés, Avessada e aqui cortamos pela vertente norte do Funchal.
O Paulo abandonou-nos em Cheleiros depois daquele fantástico single-track que vem da Igreja Nova. Lugar magnífico mas a precisar de limpeza. Nem imaginam a quantidade de vegetação que cobre o caminho. A coisa foi tão feia que o JT (que anda sempre de calças) ficou cheio de babas nas pernas com uma grande manifestação de alergia.
Daqui iniciamos uma lenta mas divertida sucessão de passagens pela água. Vejam as fotos.
Depois fizemos todo aquele trilho que segue junto á ribeira e que é fantástico. Subimos em paralelo ao caminho de pedra que liga com a ponte caída e entramos em Montelavar.
Até aqui a coisa foi magnífica em termos de terreno e paisagem, contudo a progressão lenta por causa da vegetação reflectiu-se no relógio e já estávamos atrasados.
Começamos então a avaliar as opções e como vinha um troço de estrada, lá seguimos até às antenas radiotelescópicas da Marconi. Esta parte foi feita debaixo de um sol abrasador e massacrou bastante alguns de nós.
Chegados aos Negrais foi hora de tomar decisões em relação ao percurso que estava pensado e alterou-se para nova ligação por estrada até à Avessada. Aqui entramos num trilho novo que nos levou quase, quase a Alcainça.
Acabamos por terminar a volta a horas decentes para chegar a casa e passar o resto do dia com os nossos.




















































































Abraço a todos
Pirex

17 maio 2010

Galega, 17 Maio 2010

Mais uma grande volta por terras da Galega. O tempo estava espectacular e foi com grande disposição que eu, Pirex, Tuga, Gadget, Ampolas o Bruno e o amigo (novo parceiro) alinharam às 8h da manhã.
Não tenho fotos, mas fizemos bons trilhos em quase 41 Km e 1000m de acumulado (1000m dos meus, não os do Pirex). O Pirex no inicio quis mostrar ao novo parceiro quem mandava por aquelas terras, mas os 25 anitos dele não estavam para a virados. O homem estava em forma e deixou o Pirex a pensar que tinha de repensar a estratégia.
Foi pena o grupo ter de se separar no ultimo terço da volta (o Pirex tinha afazeres em casa e outros aproveitaram a boleia), pois a ultima parte tinha o trilho de Bucelas (acho que é este o nome), e bem que valeu a pena. Foi a 2ª vez que fiz aquele trilho, em tantas idas à Galega, que acho que se tem de repetir mais vezes.
A parte final foi em estrada, sempre em bom ritmo, com o Trinca Gadget apostado em dar cabo do pessoal.
Aquela zona é tão boa para o BTT que eu proponho aos TPO para prepararem o "Galega Best Off". Aquela zona merece e nós também.
Aqui ficam os dados para os mais curiosos.


02 maio 2010

Domingo, dia da mãe











Apesar do Nuno ter lançado o desafio para se fazer uma volta em Sintra, Belas ou Monsanto.


Ninguém respondeu. Então os TPO rumaram a Monsanto, com baixa de peso, o Pirex está no continente africano.


Iniciámos as 9:00 horas pelo lado de Benfica, com o Nuno a fazer de guia e a Filipa sempre em forma, apesar de ter tido jogo sábado. E que bem esteve (para quem gosta de subir).


Entretanto já com 15 Km feitos, passamos pelo parque do monte verde e reparámos que nas viaturas do Hugo e Tiago. Acabámos por nos encontrar nos montes claros e a partir daqui foi o Hugo a tomar as rédeas. Com o objectivo de subir junto A5, em boa hora o Tiago argumentou que não havia necessidade de sofrer mais.


Deixando os Trincas no monte verde, fomos nós descer o caminho junto A5, para irmos embora.


No fim. mais uma manhã bem passada, com 30 Km e com uma média 13 Km hora.

27 abril 2010

26 abril 2010

Da Galega a Maceira

Eu sei que já devem estar fartos dos meus posts. Parece que cada vez que dou um peidinho lá sai um post. Mas não e quem anda comigo sabe que não é assim eh eh eh.
Desta vez quero começar por dar os parabéns ao Trinca Tudo por mais uma grande lição nos deu. Quase 400 kms em 5 dias é obra. Brites, para o ano também vou.
Quanto aos que cá ficaram, havia um desafio lançado pelo Boss para ligar a Galega ao trilho da última volta que fizemos em belas. Poucos foram os que fizeram caso. E apesar de eu não estar com muita disponibilidade, lá arranjei uns minutos para descobrir uns percursos com recurso ao Google earth.
Contudo, todos sabem como é que essas coisas podem acabar. Desde portões intransponíveis no caminho a linhas de água completamente impossíveis de atravessar, tudo pode deitar por terra o desenho de percurso. Ainda por cima sem verificação prévia.
Imaginam então a minha grande curiosidade e apreensão em verificar o que tinha andado a escolher e o meu saldo final é bastante positivo. Os restantes que digam de sua justiça.
Então á hora combinada e mais 15 minutos que gentilmente emprestamos ao Hugo (FÉRIAS…) lá saímos. O JT perguntou-me “mas isto não é para aquele lado?” (ele é que tinha o GPS). Não, a parte inicial estava reservada para um cão enorme que veio lançado a mim e me obrigou a sentir o chão pela primeira vez (Brites faltavas cá tu).
O desvio servia apenas para não irmos sempre por estrada. E também para verificar se tudo estava em ordem. Pela minha parte estavam a estrear os discos, o guiador e os extensores. O Tuga, o pneu de trás e confesso que não vi nenhuma outra estreia denotar. Excepção para o regresso do Hugo que já fazia falta.
Subimos então até á Venda do Pinheiro e dai seguimos até Monfirre por caminhos já conhecidos. Foi aqui que iniciamos as novidades. Ora metemos pela vertente norte da serra junto ao Bocal e sempre a subir. Este caminho também serviu para escoar a água que caiu neste inverno e por isso fizemos este troço a chapinhar na água e a carregar as burras porque o caminho estava desfeito. Ou não?? Será que o outro subia aquilo tudo sem desmontar? Sabem de quem falo???
Mas tirando isso foi bem agradável de subir, contudo para próxima havemos de repetir o percurso mas invertendo o sentido da rota.
Dai, fizemos a ligação ao trilho que trazíamos de Belas e que servia de referência. Repetimos esses kms e demos nova dimensão a uma pequena zona de vegetação muito serrada e com uns monólitos de calcário (o JT disse-me o nome mas não me lembro) onde imperam uns single tracks muito engraçados e onde paramos para algum lazer e fotos de família (eu gosto muito deste bocado e podem contar comigo para lá voltar).
Este era o objectivo que eu tracei e quem não gostou que aguente. A partir daqui era tudo novidade. Viramos á esquerda no sentido de Pero Negro e entramos na Maceira. Eu tinha visto uma fonte no Google e achei que valia a pena. Depois de algum desacerto provocado por um agricultor cioso da sua vinha la encontramos o caminho e fomos surpreendidos por uma formação calcária com um arco onde nós passamos caindo logo de seguida num rego com mais de um metro de fundo que desembocava no pequeno e agradável parque de merendas com a tal fonte.
Mais uma paragem para recuperar forças e novamente ao caminho. Passados alguns metros encontramos a linha do Oeste e o JT foi o único a atravessar antes do comboio passar enquanto nós batíamos as fotos. Neste ponto foi o único sitio onde as minhas “pesquisas” falharam. Mas tomamos a linha para sair dali e recuperamos o trilho junto ás antenas “paranóicas” da Marconi.
Daqui para a frente deixamos o verde dos campos para entrar numa zona de exploração de Mármores, onde grandes valas cheias de água (como aquelas onde morreram os miúdos na semana passada) estão á mão de qualquer um. Pelo menos nós chegamos lá sem obstáculos.
Mas para sair já não foi assim. Demos com um portão com o aviso de cão e lá tivemos que derivar á direita e improvisar uma saída. Mas acabou por correr bem. Pouco tempo depois estávamos nos Negrais. Já passava da hora prevista para terminar.
As máquinas já estalavam por todo o lado. Já havia quem falasse em comprar latas de óleo tal era o desespero em calar o rugido do metal. Para não falar na fome e na tentação de estar na terra do leitão onde os 10 aerios do JT teriam pago um manjar de sandochas para a malta.
A Felipa num rasgo de lucidez atirou, apontando para uma estação de lavagem, que seria uma boa oportunidade de dar alguma “frescura” ás bikes. E foi de facto o melhor que podíamos fazer naquela altura.
Havia então que decidir se regressávamos por estrada ou continuávamos atrás do GPS. Ganhou a última. A esta altura eu já andava bem á frente do pessoal pois o motim estava em preparação e como se não bastassem os cães agora também os trincas me queriam morder eh eh eh.
La fomos. Mais uma descida (o que implicava mais água) e nova subida com toda a dor que isso nos iria provocar… E houve quem sofresse.
Chegados a St. Estevão das Galés metemos de novo á descoberta. Ao inicio o trilho parecia limpo, mas aos pouco foi fechando e a vegetação tomou conta do caminho. Ás tantas estávamos tipo no meio da selva tal era o tamanho do matagal. Mas lá saímos para entrar na última subida do dia. De novo penosa e no fim deu direito a ver a Filipa no seu banho de lama. Muito gosta esta gente se SPA´s eh eh eh .
Vencida esta etapa foi sempre a descer até á Galega. 50kms muita dor e quase 2 das tarde. Rica volta. A repetir com certeza..
Estiveram a Filipa, o Nuno, O Hugo, O João Pires, O João Tremoceiro e eu
As fotos do costume virão mais tarde

Abraço
Pirex