Para mim foi um regresso ao convívio com os Trincas e a Monsanto. Já tinha saudades.
O tempo estava bom, o grupo bem disposto e Monsanto, embora pequeno, tem sempre aquele encanto de ter alguns sigle-tracks técnicos muito divertidos. É sempre um prazer voltar a Monsanto, onde me iniciei no BTT.
Fiquei muito satisfeito com os novos sapatos da minha bike. Passei de 2.28 para 2.10 e o rasto é novo. Sobe muito melhor e tenho um controle muito melhor da bike nas descidas. Consigo levar a roda para onde quero, o pneu anterior tinha boa aderência mas tinha vida própria, ia para onde ele queria. Isto combinado com o facto de me estar a habituar a travar cada vez mais com o travão da frente e só com o apoio do traseiro levou a que me sentisse realmente muito confortável nos tracks técnicos de Monsanto. Depois de tanto tempo a pedalar esta é realmente uma grande melhoria no controle da bike e no prazer de fazer BTT.
Pessoal, tal como muitos de nós, vou entrar de férias. Temos de preparar um grande regresso. A ver se desta vez fazemos um calendário de voltas que seja realmente para concretizar. Locais como: Minas de S.Domingo; Alqueva; Zona de Évora/N. Senhora de Machede/Monte Novo; Lousã; Montezinho; Douro vinhateiro; Tejo Internacional; regresso às Serras da Estrela, Monfurado e de Grândola, sao locais que eu gostaria de visitar.
12 julho 2010
Back to Monsanto
Hoje fomos pedalar no meio das árvores. Sabe sempre bem pisar aqueles trilhos. Mas o JT tinha uma surpresa para nós. Usou o truque da inversão dos sentidos. Fizemos a maioria dos percursos que conhecemos mas ao contrário. Muito bom.
Compareceram o JT, o Tiago, o Zé, o Nuno e a Filipa, o João e eu.
Começamos cedo, pouco passava das 8, o que permitiu terminar cedo também deixando claramente espaço para aproveitar o dia de outras formas.
Não me vou alongar mais e deixo algumas imagens do dia.

Compareceram o JT, o Tiago, o Zé, o Nuno e a Filipa, o João e eu.
Começamos cedo, pouco passava das 8, o que permitiu terminar cedo também deixando claramente espaço para aproveitar o dia de outras formas.
Não me vou alongar mais e deixo algumas imagens do dia.

04 julho 2010
1993
1993 não é uma data. É sim a altitude máxima de Portugal continental. E foi esta a nova meta de altitude para os Trinca-Pedras.
Mas não foram só estes, também o BTT Almonda participou e esteve representado ao mais alto nível.
Ao todo fomos 8 humildes Bttistas que se aventuraram pela nossa montanha maior.
Alguns de nós chegaram na véspera, mas isso não interessa nada.
Chegou o dia e começamos a reunir ás 08.30 no centro de Manteigas. Alongamentos e outros preparativos lançaram a partida para as 09.30. E lá fomos.
Começamos a subir com o primeiro objectivo que era a Pousada de Manteigas. Trepamos pelo campo da bola e um pouco mais a cima eram visíveis os primeiros sinais de desgaste com o ritmo cardíaco a disparar e a obrigar á ambientação á altitude. Nesta fase o percurso fazia-se por entre florestas de cedros, magníficos com a folhagem de um verde sem palavras. Subida íngreme, por terra, calçada e asfalto.
Na pousada íamos entrar na segunda parte dos tracks de gps que tínhamos. E continuamos por estrada até ás Penhas Douradas. Daqui descemos á primeira Lagoa do dia. Não podíamos resistir e toca á ir ao banho.
Havia que decidir, continuar ou ficar, mas o objectivo era forte e lá fomos de novo.
Continuamos sempre por estradões de terra e pedra solta. Muito sofreram os meus pneus nesta parte. Em baixo estava a aldeia do Sabugueiro, a mais alta de Portugal.
Chegamos de novo á estrada e assim fomos até á torre.
O pelotão alongou-se, passamos a pedalar ao ritmo de cada um. Foi um momento de introspecção. A contemplação do horizonte não deixava espaço para mais nada senão pensar nas pernas, nos pulmões, no coração e no sol que queimava a cada metro.
Pensar no que faz um gajo se meter nestas coisas. A força de vontade, o valor das coisas…
Sentia-me bem e fui vencendo cada metro com uma grande motivação. Havia de lá chegar.
Eram 13.58 quando atingi o cume e passados 2 minutos chegou o Zé. E os restantes a conta gotas. Ficamos por aqui um bom bocado. A esticar as pernas, a contemplar, cheios de orgulho pelo feito. Por acaso eu sou um amante desta serra e vou lá pelo menos uma vez por ano e nunca tinha visto tantos ciclistas sem ser numa volta a Portugal. Mas eles andavam por lá e consta que andam a treinar para a volta. Alguns de nós reconheceram o Cândido Barbosa na sua descida e que teve a amabilidade de deixar um incentivo para a subida destes.
Ainda houve tempo para um café com regueifas que parece ser o alimento dos ciclistas neste ponto.
Iniciamos então a nossa descida. Dos 1993 aos 775 metros. Rumamos em direcção á Covilhã e para quem conhece a Serra, sabe que esta parte é particularmente magnífica.
Foi também o momento em que atingimos as maiores velocidades do dia. De tal forma que os insectos pareciam pedras a bater na cara.
No entroncamento que separa a Covilhã de Manteigas, seguimos pela última e alguns metros mais á frente entramos de novo na terra. O caminho fazia-se pela encosta á direita do vale do Glaciar. Alguns kms á frente passamos a um planalto com alguns campos de centeio e a seguir surgiu a grande descida até ao Poço do Inferno.
Esta descida foi bastante trabalhosa e técnica. Mas acabou bem e todos a ultrapassamos sem problemas. Entramos na estrada e de novo a paisagem mostrava a floresta. Lindos os tons das nogueiras cheias de flor. Mais á frente algumas ginjeiras e de súbito o poço do Inferno. Nada a fazer e havia que parar para recuperar. Havia tempo. Uns foram ao banho e outros repunham o stock de água fresca. É um lugar muito agradável em dias de calor.
Voltamos de novo ao caminho e chegaríamos a Manteigas descendo pelos viveiros das trutas. Eram 17.30.
Ninguém caiu, nenhum problema que perturbasse. Um percurso fantástico, grandes compinchas e um dia soberbo.
Vou esperar que outros se manifestem e deixem a sua perspectiva deste dia. Aqui ficam as minhas imagens:
Estacionados em Manteigas e a iniciar os preparativos


Os momentos iniciais da ascenção

Mas não foram só estes, também o BTT Almonda participou e esteve representado ao mais alto nível.
Ao todo fomos 8 humildes Bttistas que se aventuraram pela nossa montanha maior.
Alguns de nós chegaram na véspera, mas isso não interessa nada.
Chegou o dia e começamos a reunir ás 08.30 no centro de Manteigas. Alongamentos e outros preparativos lançaram a partida para as 09.30. E lá fomos.
Começamos a subir com o primeiro objectivo que era a Pousada de Manteigas. Trepamos pelo campo da bola e um pouco mais a cima eram visíveis os primeiros sinais de desgaste com o ritmo cardíaco a disparar e a obrigar á ambientação á altitude. Nesta fase o percurso fazia-se por entre florestas de cedros, magníficos com a folhagem de um verde sem palavras. Subida íngreme, por terra, calçada e asfalto.
Na pousada íamos entrar na segunda parte dos tracks de gps que tínhamos. E continuamos por estrada até ás Penhas Douradas. Daqui descemos á primeira Lagoa do dia. Não podíamos resistir e toca á ir ao banho.
Havia que decidir, continuar ou ficar, mas o objectivo era forte e lá fomos de novo.
Continuamos sempre por estradões de terra e pedra solta. Muito sofreram os meus pneus nesta parte. Em baixo estava a aldeia do Sabugueiro, a mais alta de Portugal.
Chegamos de novo á estrada e assim fomos até á torre.
O pelotão alongou-se, passamos a pedalar ao ritmo de cada um. Foi um momento de introspecção. A contemplação do horizonte não deixava espaço para mais nada senão pensar nas pernas, nos pulmões, no coração e no sol que queimava a cada metro.
Pensar no que faz um gajo se meter nestas coisas. A força de vontade, o valor das coisas…
Sentia-me bem e fui vencendo cada metro com uma grande motivação. Havia de lá chegar.
Eram 13.58 quando atingi o cume e passados 2 minutos chegou o Zé. E os restantes a conta gotas. Ficamos por aqui um bom bocado. A esticar as pernas, a contemplar, cheios de orgulho pelo feito. Por acaso eu sou um amante desta serra e vou lá pelo menos uma vez por ano e nunca tinha visto tantos ciclistas sem ser numa volta a Portugal. Mas eles andavam por lá e consta que andam a treinar para a volta. Alguns de nós reconheceram o Cândido Barbosa na sua descida e que teve a amabilidade de deixar um incentivo para a subida destes.
Ainda houve tempo para um café com regueifas que parece ser o alimento dos ciclistas neste ponto.
Iniciamos então a nossa descida. Dos 1993 aos 775 metros. Rumamos em direcção á Covilhã e para quem conhece a Serra, sabe que esta parte é particularmente magnífica.
Foi também o momento em que atingimos as maiores velocidades do dia. De tal forma que os insectos pareciam pedras a bater na cara.
No entroncamento que separa a Covilhã de Manteigas, seguimos pela última e alguns metros mais á frente entramos de novo na terra. O caminho fazia-se pela encosta á direita do vale do Glaciar. Alguns kms á frente passamos a um planalto com alguns campos de centeio e a seguir surgiu a grande descida até ao Poço do Inferno.
Esta descida foi bastante trabalhosa e técnica. Mas acabou bem e todos a ultrapassamos sem problemas. Entramos na estrada e de novo a paisagem mostrava a floresta. Lindos os tons das nogueiras cheias de flor. Mais á frente algumas ginjeiras e de súbito o poço do Inferno. Nada a fazer e havia que parar para recuperar. Havia tempo. Uns foram ao banho e outros repunham o stock de água fresca. É um lugar muito agradável em dias de calor.
Voltamos de novo ao caminho e chegaríamos a Manteigas descendo pelos viveiros das trutas. Eram 17.30.
Ninguém caiu, nenhum problema que perturbasse. Um percurso fantástico, grandes compinchas e um dia soberbo.
Vou esperar que outros se manifestem e deixem a sua perspectiva deste dia. Aqui ficam as minhas imagens:
Estacionados em Manteigas e a iniciar os preparativos


Os momentos iniciais da ascenção

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