21 janeiro 2014

Vai uma ginjinha?

Podia dizer que os saloios foram à cidade, mas não era justo para os restantes elementos que se juntaram domingo passado no monte verde em Monsanto. Houve muitas baixas. É um facto que este tempo não ajuda. Mas havia brinde. Estava previsto fazer um city tour em downtown Lisboa.
Saímos de Monsanto por aquilo que deveriam ser single tracks mas que na prática eram linhas d´água. E descemos em direcção ao rio, acompanhando a água. Neste percurso perdemos o Rui. O homem finalmente conseguiu dar cabo do cepo. Será da brilhante utilização que faz das mudanças? Estupidez minha, aquilo é coisa só para homens portanto o material não aguentou a fibra… Valeu-lhe a empregada que o foi buscar. Afinal elas servem para alguma coisa.
Sai um, entram dois. Chegados a Algés encontramos o André e o Nuno Luz. Cumprimentos habituais pois não pedalávamos juntos há algum tempo, lá seguimos junto ao rio. Neste intermédio, ouvimos atentamente as explicações do Hugo relativas às lebres… acho que têm a ver com corridas e a motivação… enfim não posso explicar melhor. Mas vou ficar atento pois achei o tema interessante. Não há é lebres daquelas na Galega…
No Cais do Sodré, demos meia volta e metemos pela rua de São Paulo e depois subimos ao bairro Alto. São Pedro de Alcântara, Rossio. Mais um. Aqui juntou-se ao grupo o Nuno Leonardo que vinha do oriente. Estacionamos as bikes e fomos buscar uma garrafa de ginja. O Hugo teve a brilhante ideia de ir buscar umas castanhas para acompanhar e digo-vos que foi um excelente momento.
De volta ao pedal, havia que subir. Ruas e ruelas, a trepar rumamos ao castelo. Muitos turistas no caminho para atrapalhar mas foi-se fazendo. Gostaria de sublinhar a veia de guia turístico que o meu colega NL procurou desenvolver com o grupo. Ainda o desafiei para botar um post com as explicações que ia fazendo sobre o homem que manejava o pau de laranjeira, mas ele só o faz a troco de dinheiro. É defeito profissional. Hás de cá vir eh eh eh.
A partir de dado momento fomos visitar algumas vilas antigas de Lisboa. As mesmas que o Hugo menciona no seu post da passada semana. Mas quem percebe do assunto é o André, contudo também não está disposto a escrever. Ele só desenha… pode ser que nos brinde com uns desenhos daquilo.

Paragem no Monte para reabastecer. Não, não foi de ginja pois a garrafa já tinha ficado para trás. E Descemos até à Morais Soares, pelo Chile, Duque D´Ávila, São Sebastião, etc etc etc até Monsanto.


 O tipo de amarelo em cima, é o HOMEM. E homem que é homem escavaca o cepo............


 O momento em que o grupo delibera sobre as consequências das acções do HOMEM.....

 Momentos de quem não tem nada para fazer...


 O Hugo a teorizar sobre lebres...









 Acho que está a chover, é melhor ficar debaixo dos andaimes...


 Oh João, vai uma barrita de cereais?


 O Guia turistico especialmente contratado para falar no pau de laranjeira... O HOMEM ia gostar dissso...
 deita abaixo...

 à nossa :)








 O andré sob efeito ginja...












 Olha o Vasco Santana

 Xi... efeito ginja outra vez.... tantos Vasco Santanas...



 O guia em acção












E está feito. Quem quiser que detalhe mais.

Abraço e até à próxima.
Pirex

13 janeiro 2014

Há dias que o melhor é não programar!




Há dias em que o melhor é não programar!

A incerteza sobre as condições meteorológicas para domingo e a preguiça que o inverno incute ao pessoal, levou a que o grupo se dividisse em três, os que ficaram na cama, os que foram descobrir a zona do Cabo Espichel e eu e o Tiago que iriamos para Sintra. Todos decidiram bem!

Apanhei o Tiago de carro para nos dirigirmos à serra de Sintra e, no primeiro cruzamento, olhando para o cinzento do céu disse “bah, vamos para Monsanto”. Estacionamos no lugar de sempre, a diferença é que hoje estávamos sós, nem Trinca Pedras nem ninguém! A preguiça era para já a nossa única companhia. Lá montamos as bikes e seguimos pra a zona Sul. Este é o quintal do Tiago por isso seria ele a decidir a volta.

Percorridas algumas centenas de metros tudo mudou e, quando digo tudo, é mesmo tudo. O Tiago deixou de ser guia e deixamo-nos ir pelas finas linhas que seguiam à frente dos nossos olhos. Singletracks  e mais singletracks de um castanho ladeado por verde vivaz levaram-nos por 6km até Algês local onde, por mudança de planos, nos iriamos encontrar com o Trinca Bip Bip e Trinca Lights.

Já não andava por Monsanto há um ano. Fiquei um pouco preocupado com o que por lá vi, trilhos e mais trilhos, singletracks transformados em vias rápidas de duas faixas, linhas para a esquerda, para a direita, de cima para baixo, daqui e dali, enfim, a marca de que este parque se tornou um espaço de massas e com todo o mal de que infelizmente daí advém. São (tal como eu) os BTTetistas de fim de semana, os novos corredores de Trail, os pais, os filhos, as mães, tudo a desbravar terreno! Temo que este caminho leve a medidas radicais por parte dos responsáveis do parque e já implementados em tantos outros por essa Europa fora.

Como a cidade de Lisboa tem muito para oferecer, seguimos pela ciclovia junto ao rio em direção ao Terreiro do Paço e Campo Grande para voltarmos a entrar no parque em Campolide. Chegados ao Cais da Colunas sugeri uma incursão por Alfama, a sugestão foi prontamente acolhida e lá fomos de viela em viela por Alfama até ao Miradouro das Portas do Sol. Que bela é a cidade vista dali, “e do Miradouro da Senhora do Monte”? diz o André. Sobe e sobe em paralelepípedo até à Graça.

Do BTT passamos à cultura, uma visita às vilas operárias de Lisboa aquelas que no inicio do século passado acolheram os operários desta cidade. A descrição dos factos e enquadramento foi repartida pelo André e pelo Nuno. Convivi anos ao lado de um património que não sabia existir. Visitamos a Vila Sousa, Vila Berta e a Vila Estrela d’Ouro, um património em vias de rejuvenescer e que contam muito sobre a cidade e as sua gentes.

Descemos pelas ingremes ruas da Penha de França até à Praça do Chile e tomamos a nova ciclovia da Duque D’Ávila . As esplanadas estavam desertas mas a ciclovia repleta. Sobrevoamos a cidade em paralelo ao Aqueduto das Águas Livres até ao verde de Monsanto. Num ápice deixamos o centro da cidade e enveredamos pelo coração desta mancha verde que ladeia Lisboa.

Percorremos os  singletracks que costumam ser a delicia de cada volta no parque mas desta vez a trepar, foi novidade e teve a sua piada.

Terminámos a volta com 30km de coisas novas e com a vontade de repetir com todo o grupo, com mais trilho e mais cidade.

Até lá…boas pedaladas








01 janeiro 2014

Bom ano em 2014

Nada como começar o ano a pedalar.
Um abraço a todos e que este ano traga muitas oportunidades para pedalar juntos.
Bom ano
Pirex