12 novembro 2008

Broas e Cabrela - O Regresso dos TrincaPedras

Nove meses após a primeira incursão dos Trinca Pedras por Broas e Cabrela, voltamos ao local do crime para relembrar e reviver as paisagens deslumbrantes e espetaculares do Lexim e Vale de Cabrela.

Sem o Pirex para guiar a volta, o Paulo guiou e apesar de improvisar um bocadinho, proporcionou um passeio bastante agradável ao pessoal.

O ponto de encontro estava marcado para as 8h00m no lugar de Igreja Nova, mas devido a uma pequena distração da minha parte, acabamos por chegar com 15m de atraso, sendo imediatamente alvo de comentários por parte do Paulo e do Rui...

Pouco depois chegavam o João e o Nuno... de bicicleta... tinham vindo directamente da Galega, mas de bicicleta, ou seja, já com cerca de 15kms nas pernas...

O pessoal a preparar o equipamento...




Ao contrário da voltinha de Fevereiro, não seguimos por asfalto até ao Lexim para fazer o Single-Track. Em vez disso, fizemos uma descida em estradão que nos levou até à aldeia da Mata Grande e ao inicio do Single-Track que ladeia o Rio até Cheleiros...








O final deste Single-Track é na ponte próxima de Cheleiros, e que por sinal acabamos sempre por encontrar pessoal em Moto 4...


O mais recente Trinca...


Também a partir daqui o Paulo alterou ligeiramente o percurso, sendo aqui um dos pontos que na volta de Fevereiro nos levou a andar para trás e para a frente a tentar encontrar a continuidade do percurso... Escusado será dizer que esta opção culminou numa subida com declive acentuado e terreno em péssimas condições...



Como esta parte do percurso era desconhecida para toda a gente (incluindo o Paulo), acabamos por entrar num caminho sem saida...




Acabamos por voltar para trás até ao cemitério de Cheleiros... com as bicicletas a pesarem pelo menos 2kgs mais (da lama) e sem conseguirmos encaixar os sapatos nos pedais...

Subimos por asfalto até MonteLavar e depois dirigimo-nos ao inicio da descida em calçada romana, com inicio na rua da Gargantada...

Ao contrário de Fevereiro, a descida em calçada romana estava muito escorregadia e decidimos todos desmontar para descer em segurança...



Estavamos nós a meio da descida quando aparece um grupo de motos de cross...





Depois de atravessar a ponte, uma pausa para recuperar energia e ganhar fôlego para o Single-Track do Vale de Cabrela...





A partir daqui forma alguns kms no Vale de Cabrela... Espetaculares...











O problema deste Single-Track e do Vale de Cabrela é que para sair dele, temos uma subida do caneco... Desta vez não consegui fazer a subida toda montado... Não sei se devido às condições do terreno ou devido às condições das pernas... a realidade é que fiz apenas metade da subida...

Já no topo da subida, fizemos mais uma pequena alteração ao percurso, com o objectivo de visitar os moinhos de Almorquin...














Um dos pontos altos desta voltinha, foi sem dúvida a descida dos moinhos em direcção ao Carvalhal... rápida... no meio de arbustos... ESPETACULAR...

O final da descida...


A volta aproximava-se do final e dirigimo-nos a Cheleiros... Começamos a pensar e a sofrer antecipadamente devido à subida por asfalto até à Igreja Nova...

Chegados a Cheleiros, e dado que ainda era cedo, o Paulo propôs uma passagem final pelo Lexim, regressando assim por caminhos de terra até ao local de partida...

Mais uma vez, o Paulo andou para trás e para a frente até encontrar o caminho correcto, não sem que antes nos obrigasse a passar de novo pelo rio, e sobretudo por um banco de areia que foi a cereja no topo do bolo para as transmissões das bicicletas... As lojas agradecem Paulo...





A volta não ficaria terminada sem antes passarmos por uma das aldeias mais espetaculares da zona Oeste... A aldeia da Mata Pequena... Eu desconhecia... A maioria desconhecia... ESPETACULAR...




No final da volta o Conta-Kilómetros marcava apenas cerca de 35kms, mas foram 35kms bem puxadinhos e divertidos... O João e o Nuno tiveram de regressar à Galega de bicicleta e chegaram quase com 80kms nas pernas...

Para o próximo Domindo há mais...

Foi bom rever o pessoal... finalmente, o grupo está a voltar à normalidade...

Um abraço BeTeTistico,

Ass: Trinca-Tudo

11 novembro 2008

Finalmente o Cabeço

O último fim de semana de Outubro ficou reservado para mais um passeio na Póvoa da Galega, "um mais" que não tem qualquer conotação depreciativa ou tom enfadonho, é sempre um prazer pedalar nesta região, é sempre mais um passeio um execelente passeio, mais uma agradável surpresa. A recepção ficou por conta do Nuno (Gadget) e do João (Tuga), eu, o Boss, o Tudo e o Vermelho fomos vitimas dos seus treinos intensos. O Pirex ainda a recuperar da sua lesão, dormia a escassos metros do ponto de encontro.
Começamos por trepar alguns kilometros por alcatrão, eu e o Vermelho fizemos questão de acompanhar o ritmo imposto pelo Nuno, mal sabíamos o que nos esperava, devia ter desconfiado quando vi o Tudo a subir calmamente. Finalmente em terra começamos por descer, depois subir, voltar a descer e depois de passar por uns quantos túneis (não há túneis só em Belas) subimos uma parede que deitou a malta abaixo. O esforço foi tanto que o Rui rasgou os calções, a chegar ao topo soltou o seu AHHH característico, uma velhota que por ali passava ao ouvir tal desabafo e ao observar tão atraente rasgão traseiro suspirou profundo, ai aiiii...
A volta estava a ser espectacular 25km excelentes de terrenos variados, singletracks, pedra solta, estradão, mas sempre com os olhos postos naquele cabeço. Era inevitavél tínhamos de o subir, o Pirex e malta tinham descoberto o trilho de ligação e agora ansiavam por mostrá-lo. Sempre olhei para aquele topo com respeito e com curiosidade, talvez por ele já ter recebido neve (ver maratona Sobreiro Curvo), talvez por achar graça ao seu nome e à confusão que gera, talvez por ouvir relatos das paisagens que dele se avistam...os pensamentos vagueavam enquanto martelava os pedais, e tinha muito tempo para pensar pois aquela parede parecia não ter fim. O Brites foi o primeiro a conquistar o topo e o único a fazê-lo montado. Que vista, que sensação, estávamos no topo do Cabeço de Montachique uma vista deslumbrante que nem a falta de fôlego impedia de desfrutar.
Tiramos algumas fotos, avistamos a Serra D’Aire, Arrábida, Sintra e Montejunto indescritível !!!








A descida soube melhor com direito a salto no fim e tudo, andamos mais 17 km por trilhos excelentes e lindos, singletracks rápidos e descidas alucinantes, completamos assim 42 km de BTT fantástico. No final o Pirex estava à nossa espera para relatar toda a sua recuperação, vê-se nos seus olhos a ansiedade de voltar a pedalar e, nós, de o acompanhar .

Até lá, boas trincadelas!!!!

20 outubro 2008

Queimar borracha em Belas

Aos poucos a malta vai reagrupando, alguns estão ainda a contas com lesões, outros procuram ganhar forma noutras paragens mas o que interessa é que a malta não pára. A chamada para este fim de semana levou-nos a Belas. Éramos quatro Trinca Pedras, três dos quais fundadores, pedalar com esta gente é um previlegio ao qual não podia faltar.

O tempo ameaçava enregelar os ossos por algum tempo mas o Boss rápidamente se encarregou de contrariar essa tendência e levou-nos por umas subidinhas cheias de pedra, só para aquecer.
O André (Bip Bip) e o Nuno Luz (Lights), nunca tinham pedalado por estas paragens, por isso e porque lhe está nos genes, o André metia a roda em tudo o que se parecia com um trilho de BTT, esta zona de Belas é propicia a descobertas e ele não se fez rogado.
A volta já se vai tornando familiar mas aquele trilho desde o alcatrão até ao túnel parece sempre novidade, é dos trilhos mais loucos que conheço, a inclinação é propicia a velocidades interessantes mas a pedra torna tudo muito duro e stressante.

À saida do tunel o André arranjou maneira de se divertir mais um pouco, pedalou no sentido ascedente alguns metros para poder curtir (sob o olhar atento do Boss) uma descida que lhe aguçava o apetite. Fomos rolando ao ritmo do nosso lema ”...sem pressa de chegar”.

Com tanta pedra foi com naturalidade que surgiu o primeiro furo, o comtemplado foi o André , a sorte é ele ter um pneu que se desmonta apenas com as mãos! O problema foi perceber qual o sentido certo para montar o pneu, sim, os pneus devem ser montados num determindado sentido. A assembleia reuniu, cada um com o seu palpite e, como não se chegou a nenhum consenso, o dono montou o pneu traseiro a seu gosto, estava na hora de descer e a paragem já ia longa.

Quanto dista das fotos anteriores para as fotos abaixo? Pouco mais de 500 metros, é verdade leram bem foi apenas fazer a descida e puf furo na mesma roda.
O Lights bem tinha avisado para certificarmos que o pneu não tinha nada, como ninguém ligou ele próprio acabou por encontrar o pico que havia furado duas camâras de ar em tão curto espaço de tempo. Para retirar o idesejavél intruso, o Bip Bip recorreu a uma técnica invulgar, ou isso ou pretende mudar o nome do grupo para Trinca Borracha. Com estes exemplos não admira que os mais novos trinquem tudo o que é colega.
Reuniu-se novamente a assembleia para tentar concluir qual a direção correcta para montar o pneu. Face ao comentário do Boss de que o pneu da frente roda em sentido contrário ao de trás, montamos o pneu e seguimos. (se alguém puder esclarecer, de preferência com ilustrações, envie um email p.f.f.).
Entramos na segunda parte do percurso riolando por cima do aqueduto antes de entrar naquele trilho lindo ladeado por vegetação, sempre ao lado do campo de golfe.
O singletrack é mesmo lindo, rápido, verde, com alguma pedra, o Light estava a gostar mas...outro furo, desta vez era a roda da frente, do André, é verdade três furos em 3km é obra. Não admira o homem só anda com camâras de ar remendadas por ele!!!! Desta vez não houve assembleia foi montar e andar.

Rolamos ao som dos tiros dos caçadores por uns km, o GPS levava-nos no trilho certo e a malta estava a divertir-se. Passamos pela pista de freeride e depois apanhamos o último singletack da volta.
Para azar meu e deleito do resto da malta furei a 500m do carro!! Por sorte tinha obeservado com atenção todas as técnicas usadas anterioremente, sem excepção, agora era só por em práctica as mesmas sob o olhar atento dos fundadores. Como não se contentaram com o meu furo ainda me desmontaram os apertos rápidos só mesmo para assustar.

A volta foi muito boa, sob o sol quente de Outono, a um ritmo ideal para pôr as conversas em dia. Resta agora esperar pelo regresso de todos para descobrir novas paragens.

Até lá, boas trincadelas!